“Faço parte de uma tradição que vem da costa leste da África… e caminha a mais de cinco mil anos pela terra.  

Não foi canalizada nem recebida de forma metafísica. São ensinamentos que passaram de mestres para discípulos, com uma linhagem histórica por todo esse tempo, e que assim ainda caminha.

O líder atual, Mario Meir, vem dessa linhagem de mestres e discípulos, e nos transmite o que recebeu de seus mestres, que também receberam esses ensinamentos de seus mestres.

Nosso principal livro de estudos é o K’tawa Yihawehá, o que você conhece como antigo testamento, ou Torá.

Buscamos o retorno ao essencial, resgatando os ritos, valores e o legado espiritual vivenciado por nossos patriarcas e matriarcas do período-pré bíblico. Antes do homem entrar na dicotomia em que vive o mundo contemporâneo, separando o sagrado do seu dia-dia. Para nós não há essa separação… o sagrado pulsa tanto nos céus, como nos mares, nas terras e em minha cozinha…

Para nós o sagrado não é um cara, uma figura, que castiga ou presenteia, estabelecendo uma relação de troca de acordo com o que se dá para ele… Para nós o sagrado é de múltiplas faces… e pulsa por toda a natureza que nos rodeia… e essas múltiplas faces caminham em uma mesma direção… não são faces antagônicas…

Buscamos essa semelhança como tribo, em grupo… caminhar olhando para uma mesma direção por um bem comum.

E nossa busca, é o retorno ao estado de espírito em que o homem era uno com essa natureza… com o sagrado. Sem uma ruptura, sem uma separação…

Nossa tradição é matrilinear… é o Sagrado Feminino é que norteia as ações na terra, a lida com nosso cotidiano, com o moldável. E como mulheres, somos todas curandeiras, curadoras e educadoras de todos os filhos e filhas da tribo, com a responsabilidade de transmitir o legado feminino não só ao feminino, mas também aos homens que educamos e à todo o nosso universo de sentidos. 

Como cabalistas, aprendemos que devemos ser doadores de medida, de sentido e de aprendizado, a partir da forma como caminhamos pela existência e de nossa relação com cada irmão, seja do mesmo caminho, ou não…

Nosso arco do ano é regido por 12 faces femininas que vibram nos doze ciclos lunares ao longo do ano. 12 arquétipos que fazem parte de nosso dia-dia.

E duas faces masculinas, que regem cada uma metade do arco do ano…

E o mistério, o não moldável, buscamos nos integrar a ele… mergulhando na escuridão desse mistério sem a busca de decifrá-lo…

E aprendendo em nosso dia-dia, a receber esse mistério da forma que ele se apresenta em nosso existir, recebendo da vida tudo o que ela nos oferta.

Buscamos a cura pelas plantas, fazendo uso de ervas e de toda a natureza… desde pedras, incensos e aromas…até todas as águas…e todos os ventos.

A meditação é nossa forma de oração… e faz parte de todas as nossas atividades de cura.

O estudo é para sempre, pois não há formação, há aprendizado que permeia toda a existência.

O rito é fundamental… é a quebra do tempo no tempo e nossa conexão com o Sagrado… ritualizando as fendas que se formaram no tempo ao longo da existência…

Respeitamos toda forma de vida… honrando cada ser vivente. 

E para nós não há mal ou bem… mau ou bom… certo ou errado, há a experiência, o aprendizado e o reconhecimento do fruto maduro ou não maduro… no tempo certo ou fora do tempo…

Algo que trazemos conosco, é nunca esquecer quem somos, de onde viemos, e o respeito ao local onde estamos… 

E a lembrança que não sou eu apenas… se sou eu apenas, sou fraco… mas se me torno todos os que vieram antes de mim, se trago em mim todos os ancestrais de minha tradição, então me torno forte, e pulsa em mim todo esse legado espiritual.

E o respeito a todas as diferenças… com o ensinamento no espírito, de que o que nos diferencia como tradição, e diferencia todas as tradições uma das outras, é apenas sua forma de arte… a sua forma de se comunicar com o sagrado… é a arte de cada uma… e em todas as suas formas são sagradas… e respeitadas.

Shekire  ao mestre Mario Meir, por todos os ensinamentos recebidos…

Shekire à todos os mestres que atravessaram o meu caminho… 

Taldil Alaha por isso (Agradeço aos deuses)

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Professora de Cabala

Membro do Conselho Ancião da Academia de Cabala

Facilitadora de Círculos do Sagrado Feminino

Terapeuta Cabalista

Numeróloga (com foco na Cabala Ancestral, as deusas e faces ocultas do Panteão da Cabala Ancestral, letras e números)

Artesã

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